Nina Silva defende inovação centrada em pessoas e diversidade no STS 2026

Nina Silva, palestrante Siará Tech Summit Sebrae/CE Inovar não significa apenas adotar novas tecnologias. Para Nina Silva, CEO e uma das fundadoras do Movimen...

Nina Silva defende inovação centrada em pessoas e diversidade no STS 2026
Nina Silva defende inovação centrada em pessoas e diversidade no STS 2026 (Foto: Reprodução)

Nina Silva, palestrante Siará Tech Summit Sebrae/CE Inovar não significa apenas adotar novas tecnologias. Para Nina Silva, CEO e uma das fundadoras do Movimento Black Money e do D’Black Bank, inovação precisa estar diretamente ligada às pessoas, aos problemas que elas enfrentam e às oportunidades ainda pouco exploradas pelo mercado. A executiva levou essa reflexão ao público durante o segundo dia do Siará Tech Summit, nesta quinta-feira (8), ao falar sobre diversidade, inteligência artificial e transformação de negócios. Com mais de 20 anos de experiência em tecnologia, gestão de negócios e transformação digital, Nina destacou que muitas oportunidades surgem justamente das ineficiências que empresas ainda não conseguem resolver. “Uma das coisas que você precisa estar atento é justamente quais são as ineficiências do seu mercado que você poderia ajudar a solucionar”, afirmou. Durante a fala, além de apontar caminhos para quem busca empreender, Nina destacou detalhes da própria trajetória profissional como exemplo. Ela contou que ouviu, ao longo da carreira, que não teria perfil para atuar como executiva e que deveria trabalhar em uma ONG, mesmo tendo formação e qualificações compatíveis com os profissionais que ocupavam aqueles espaços nas empresas que ocupava. Apesar desses entraves, ela destacou a importância de nunca deixar de acreditar no próprio potencial e seguir buscando trilhar um caminho que faça sentido à sua visão de mundo. “Então foi depois desse momento de resistência que decidi criar o meu próprio ecossistema para que empresas de pessoas como eu pudessem ter seu espaço no mercado de tecnologia e inovação”, disse. Para ela, ampliar a diversidade também significa enxergar mercados que permanecem muitas vezes subatendidos. Nina destacou que a população preta representa uma parcela expressiva do empreendedorismo brasileiro e que abrir espaço para diferentes perfis amplia a capacidade de empresas identificarem novas necessidades, produtos e soluções. Essa lógica, segundo a executiva, deve estar presente também na forma como as empresas inovam. Nem toda transformação precisa começar com inteligência artificial. “Temos vários jeitos de inovar sem IA que precisam ser analisados, seja criando um produto novo ou melhorando um produto antigo. Eu posso perguntar para o meu cliente como melhorar o serviço que já estou vendendo”, afirmou. Contato humano ainda faz toda a diferença Apesar de a inteligência artificial tomar cada vez mais espaço no mercado, Nina defendeu que ouvir clientes e equipes ainda é uma das formas mais eficientes de encontrar oportunidades. “Converse com cinco clientes porque a principal coisa que você pode solucionar vai surgir nessas conversas. Pergunte ao seu time quais insights podemos trazer e testem soluções novas na empresa de vocês.” Sobre inteligência artificial, a executiva ainda reforçou que a tecnologia deve servir para otimizar processos, sem substituir aquilo que depende de julgamento, criatividade e sensibilidade humanas. “A gente precisa ser honesto com as pessoas sobre por que estamos implementando soluções em IA. É para otimizar o tempo de quem está ali resolvendo um problema”, explicou. Segundo Nina, o avanço da automação aumenta, e não reduz, a importância das competências humanas. “Não adianta usar IA se você não souber pensar, usar e dar contexto a essas ferramentas. Nós não podemos delegar à IA o que só os seres humanos podem fazer.” Para a executiva, o desafio das empresas, atualmente, é combinar tecnologia, diversidade e escuta ativa para construir soluções mais relevantes. “Pensem sempre em quem do time de vocês poderia trazer insights para implementar esses novos processos, mesmo esses focados em IA. Inovação precisa gerar resultado, mas também precisa transformar a vida das pessoas", defendeu.